Carteirinha de intenção
Eu quero ser
doador de órgãos
- Todos os órgãos e tecidos
- Já conversei com a minha família
Nome
o seu vem aqui
transplantados.com.br
nº ——————
A decisão que salva vidas não é assinada. É conversada.
Não existe documento que decida por você. Se a sua família não souber do seu desejo, a resposta no hospital tende a ser não. Por isso o pedido deste site é duplo: declare-se doador e, principalmente, converse com quem vive com você.
A declaração aqui é simbólica e não substitui nenhum procedimento oficial. Ela existe para você levar a decisão para dentro de casa.
Carteirinha de intenção
Eu quero ser
doador de órgãos
Nome
o seu vem aqui
transplantados.com.br
nº ——————
O que você recebe
1
pessoas já se declararam doadoras por aqui
01
Nenhum documento autoriza a doação sozinho. No hospital, quem responde é quem ficou.
02
Critérios técnicos definem a posição — compatibilidade, gravidade, tempo de espera. Não se compra lugar nela.
03
Órgãos e tecidos vão para receptores diferentes. Quantos, depende da avaliação de cada caso.
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O passo que quase ninguém dá
Um roteiro curto para você abrir o assunto no jantar de domingo — com respostas prontas para as objeções que sempre aparecem.
Abrir o kit completoNão precisa de reunião solene. O almoço de domingo funciona melhor do que qualquer conversa marcada.
“Andei pensando numa coisa e queria que vocês soubessem” abre mais portas do que estatística.
“Se um dia acontecer comigo, eu quero doar meus órgãos.” Sem rodeio, sem metáfora.
Vão surgir dúvidas sobre o corpo, sobre a religião, sobre o atendimento. Elas têm resposta — e estão aqui no site.
“Você autorizaria por mim?” é a pergunta que fecha o assunto. Repita daqui a um tempo.
Todos os transplantes, não só um
Órgão
O transplante mais realizado no país. Pode vir de doador falecido ou de doador vivo, e substitui o tratamento dialítico para muita gente.
Órgão
Indicado em doenças hepáticas graves. Aceita doador falecido e, em situações específicas, doador vivo com doação de parte do órgão.
Órgão
Indicado em insuficiência cardíaca avançada. Só é possível a partir de doador falecido com morte encefálica.
Órgão
Indicado em doenças pulmonares avançadas. Depende de doador falecido e de uma janela de tempo curta entre doação e cirurgia.
Órgão
Frequentemente realizado junto com o rim em pessoas com diabetes tipo 1 e doença renal.
Tecido
O transplante de tecido mais comum. Devolve visão a quem perdeu a transparência da córnea e depende de doação de falecido.
Tecido
Trata doenças do sangue. Depende de compatibilidade genética e de um cadastro nacional de doadores voluntários vivos.
Tecido
Usada principalmente no tratamento de grandes queimados, a partir de bancos de tecidos.
Tecido
Tecido doado que substitui válvulas comprometidas, sobretudo em crianças e jovens.
Tecido
Tecido musculoesquelético usado em reconstruções após traumas, tumores e cirurgias ortopédicas.
Mito x Verdade
Mito
Não acontece. No Brasil, quem autoriza é a família.
No Brasil, a doação de órgãos de uma pessoa falecida só se concretiza com a autorização da família. Não existe documento, carteira ou declaração que decida sozinho por você.
É exatamente por isso que a conversa em casa importa mais do que qualquer papel: no momento da perda, a família será perguntada — e ela responde com o que sabe do seu desejo.
Fonte: Ministério da Saúde / Sistema Nacional de Transplantes
Entenda por quê
Mito
Mito. A equipe que trata você não é a equipe da doação.
A equipe que cuida de um paciente grave tem um único objetivo: salvar aquela vida. A doação só entra em cena depois do diagnóstico de morte encefálica, confirmado por protocolo próprio, e é conduzida por equipes distintas das que prestaram o atendimento.
A separação entre quem trata e quem coordena a doação é uma regra do sistema, não uma cortesia.
Fonte: Conselho Federal de Medicina; Sistema Nacional de Transplantes
Entenda por quê
Mito
Mito. É crime, e a fila é única e nacional.
A compra, a venda e qualquer forma de comercialização de órgãos e tecidos são proibidas por lei no Brasil e configuram crime.
A distribuição segue uma fila única, gerida pelo Sistema Nacional de Transplantes, com critérios técnicos — compatibilidade, gravidade, tempo de espera e outros fatores clínicos. Dinheiro, cargo ou influência não mudam posição na fila.
Fonte: Sistema Nacional de Transplantes; Ministério da Saúde
Entenda por quê
Mito
Mito. A retirada é cirúrgica e o corpo é recomposto.
A retirada dos órgãos e tecidos é um procedimento cirúrgico, feito em centro cirúrgico por uma equipe médica, com a mesma técnica e o mesmo cuidado de qualquer outra cirurgia. O corpo é recomposto e entregue à família em condições de velório normal.
O temor com a aparência é comum e legítimo — mas não corresponde ao que acontece.
Fonte: Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO)
Entenda por quê
Mito
Mito. A avaliação é caso a caso, órgão por órgão.
Não existe uma idade que elimine automaticamente alguém da doação. O que existe é uma avaliação clínica no momento, feita órgão por órgão e tecido por tecido: um mesmo doador pode não ter condições de doar um órgão e ter plenas condições de doar outro.
A regra prática é simples: não se autoexclua. Deixe a avaliação com a equipe e converse com a sua família.
Fonte: Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO)
Entenda por quê
Verdade
Verdade — em situações específicas e com avaliação rigorosa.
Sim. Existe doação de pessoa viva em situações específicas, como rim, parte do fígado e medula óssea. Ela exige avaliação médica rigorosa, segue exigências legais quanto ao vínculo entre doador e receptor e nunca pode envolver pagamento.
Se é o seu caso, o caminho é conversar com um centro transplantador: só a equipe pode dizer o que se aplica a você.
Fonte: Sistema Nacional de Transplantes; sociedades médicas de especialidade
Entenda por quê
Leva dois minutos: registre sua intenção, receba a carteirinha para compartilhar e o roteiro para abrir o assunto em casa.