{"id":218,"date":"2018-07-12T14:55:22","date_gmt":"2018-07-12T17:55:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transplantados.com.br\/br\/?p=218"},"modified":"2018-07-12T14:55:37","modified_gmt":"2018-07-12T17:55:37","slug":"carambola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transplantados.com.br\/br\/carambola\/","title":{"rendered":"Carambola"},"content":{"rendered":"<div class=\"l_w8d1jd7s i_w8d1dsnp clearfix\">\n<div class=\"clearfix s_w8d1je7x\">\n<div class=\"_38vo\"><\/div>\n<div class=\"clearfix _42ef\">\n<div class=\"rfloat _ohf\">\u00a0A carambola (Averrhoa carambola) \u00e9 uma fruta popular nos pa\u00edses de clima tropical como o Brasil, ganha destaque devido ao seu formato de &#8220;estrela&#8221; quando cortada transversalmente.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"js_2o\" class=\"_5pbx userContent _3576\" data-ft=\"{&quot;tn&quot;:&quot;K&quot;}\">\n<p>Seu consumo se d\u00e1 n\u00e3o s\u00f3 atrav\u00e9s da fruta ou do seu suco, mas tamb\u00e9m por consumo de ch\u00e1s, extratos, concentrados e ervas medicinais.<\/p>\n<p>A divulga\u00e7\u00e3o da carambola e o biribiri<br \/>\n(Averrhoa bilimbi) tamb\u00e9m como medicamento natural \u00e9 especialmente problem\u00e1tica para os portadores de doen\u00e7as renais.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias cient\u00edficas de que a carambola seja \u00fatil como tratamento para qualquer doen\u00e7a, mas j\u00e1 h\u00e1 ampla literatura sobre os riscos de intoxica\u00e7\u00e3o pela fruta para esse grupo.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o vamos entender!<\/p>\n<p>A carambola possui boa quantidade de vitamina A, C e E e \u00e1cido ox\u00e1lico (oxalato) e a fruta pode ser encontrada em dois tipos: o menor \u2013 muito azedo e com mais oxalato \u2013 e o maior, mais doce e com menos \u00e1cido ox\u00e1lico. Mas infelizmente, apesar de possuir as vitaminas mencionadas acima,<strong>\u00a0a carambola \u00e9 contra indicada para<\/strong><br \/>\n<strong>portadores com doen\u00e7as renais<\/strong>, mesmo no tratamento conservador dos rins, n\u00e3o devem ingerir a carambola. Isso porque,<br \/>\npossui uma neurotoxina chamada caramboxina, que \u00e9 um amino\u00e1cido semelhante \u00e0 fenilalanina. Ela costuma ser eliminada do organismo pelos rins saud\u00e1veis atrav\u00e9s da urina. N\u00e3o \u00e9 de se estranhar, portanto, que pessoas com disfun\u00e7\u00e3o renal ,estejam mais propensas acumular essa neurotoxina no sangue e a desenvolver sintomas de intoxica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A caramboxina age no sistema nervoso central provocando uma hiperexcitabilidade do c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>O excesso da caramboxina pode atingir o c\u00e9rebro e ocasionar :solu\u00e7os,\u00a0v\u00f4mito,\u00a0confus\u00e3o mental,\u00a0convuls\u00f5es e at\u00e9\u00a0\u00f3bito. Pessoas com propens\u00e3o a forma\u00e7\u00e3o de c\u00e1lculos renais por \u00e1cido ox\u00e1lico devem evitar o consumo da fruta<\/p>\n<p>1.\u00ba caso<br \/>\nO primeiro caso registrado de intoxica\u00e7\u00e3o com o consumo da carambola ocorreu na Faculdade de Medicina da Unesp em meados da d\u00e9cada de 90.<\/p>\n<p>Pouco tempo depois, pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP de Ribeir\u00e3o Preto provocaram insufici\u00eancia renal experimental em camundongos e administraram suco de carambola direto no est\u00f4mago dos animais. Eles apresentaram solu\u00e7os e convuls\u00f5es. J\u00e1 os camundongos saud\u00e1veis n\u00e3o tiveram sintoma algum com o suco.<\/p>\n<p>Lei da Carambola<br \/>\nNo dia 19 de mar\u00e7o de 2008, a C\u00e2mara de Vereadores de Ja\u00fa aprovou a Lei Municipal 4.152 de autoria do ent\u00e3o vereador Jos\u00e9 Mineiro de Camargo, que obriga estabelecimentos de sa\u00fade e aqueles que exploram atividades relacionadas aos g\u00eaneros aliment\u00edcios (bares, restaurantes e sorveterias, por exemplo) a manterem, em local vis\u00edvel, um cartaz de alerta sobre o \u201cperigo\u201d do consumo da fruta para os portadores de insufici\u00eancia renal.<\/p>\n<p>Em 2013, pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto elucidaram os mecanismos da neurotoxicidade da carambola, isolando a toxina Caramboxina, cuja a\u00e7\u00e3o independe da a\u00e7\u00e3o do \u00e1cido ox\u00e1lico.<br \/>\nN\u00e3o obstante, h\u00e1 relatos de intoxica\u00e7\u00e3o em indiv\u00edduos com fun\u00e7\u00e3o renal normal ap\u00f3s ingest\u00e3o de grandes quantidades de de carambola, fato raramente relatado na literatura. Roberti et al. (2014) descreveram um caso em que o paciente desenvolveu simultaneamente efeitos neurot\u00f3xicos leves e les\u00e3o renal aguda em fase inicial depois de elevado consumo da fruta em jejum. Os n\u00edveis de ureia e creatinina retornaram ao normal, quatro meses ap\u00f3s a interna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por isso, pacientes renais N\u00c3O PODEM CONSUMIR CARAMBOLA e para os demais indiv\u00edduos, fica a dica do consumo sem exageros, sobretudo para os que possuem algum fator de risco para doen\u00e7a renal cr\u00f4nica (diabetes, hipertens\u00e3o, obesidade etc), sempre inclua a creatinina s\u00e9rica nos seus exames de rotina para saber se voc\u00ea est\u00e1 no grupo de risco!<\/p>\n<\/div>\n<h6>Conte\u00fado: Dra Karla Brand\u00e3o &#8211; Nutri\u00e7\u00e3o nas doen\u00e7as Renais<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0A carambola (Averrhoa carambola) \u00e9 uma fruta popular nos pa\u00edses de clima tropical como o Brasil, ganha destaque devido ao seu formato de &#8220;estrela&#8221; quando cortada<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":219,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[29,1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.transplantados.com.br\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/218"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.transplantados.com.br\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.transplantados.com.br\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transplantados.com.br\/br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transplantados.com.br\/br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=218"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.transplantados.com.br\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/218\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":220,"href":"https:\/\/www.transplantados.com.br\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/218\/revisions\/220"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transplantados.com.br\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/219"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.transplantados.com.br\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=218"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transplantados.com.br\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=218"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transplantados.com.br\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=218"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}